Parlamentares armam reajuste de 61,8%
Proposta prevê salário de R$ 26,7 mil para senadores e deputados; valor é teto do funcionalismo e seria também pago à presidente eleita
09 de dezembro de 2010 | 23h 01
Denise Madueño, de O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - Na última semana de trabalho efetivo do Congresso e a pouco mais de dez dias do Natal, os deputados e senadores planejam aprovar um reajuste de 61,83%% nos próprios salários e um aumento de 133,96% no valor do vencimento do presidente da República. O projeto já está pronto e fixa a remuneração dos parlamentares e de Dilma Rousseff em R$ 26.723, o mesmo pago aos ministros do Supremo Tribunal Federal - teto do funcionalismo público.A aprovação do projeto, que entrará na pauta do plenário entre terça e quarta-feira, significará um aumento no salário da presidente eleita de mais de R$ 15 mil em relação ao que é pago hoje ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula ganha R$ 11.420,21 brutos, o menor salário entre os chefes dos três Poderes. Os deputados e os senadores recebem R$ 16.512 - mas embolsam 15 salários por ano -, e o vice-presidente e os ministros ligados ao Executivo ganham R$ 10.748.
"O aumento é para todos. Vamos equiparar todos com o teto e acabar com essa lambança de quatro em quatro anos ter de discutir o valor", afirmou o deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), quarto-secretário da Mesa e responsável pela elaboração do projeto de reajuste. Ele argumentou que os ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) e o procurador-geral da República também ganham o teto salarial. Marquezelli disse que caberá à Mesa concordar ou não com a proposta dele.
Cascata
O aumento do salário dos membros da Câmara provoca reajuste em cascata. Os deputados estaduais recebem até 95% do valor pago aos federais e os vereadores têm seus salários fixados de 20% a 75% do valor dos estaduais.
A ideia dos deputados era vincular o salário dos parlamentares ao dos ministros do Supremo automaticamente. Dessa forma, assim que os membros do Supremo tivessem reajuste, os congressistas também teriam, sem a necessidade de votação de um projeto de decreto legislativo específico para isso. A fórmula acabaria com o desgaste político e a repercussão negativa na sociedade.
Os deputados constataram, no entanto, que essa vinculação automática só poderá ser feita por meio de aprovação de uma proposta de emenda constitucional, o que levaria meses de discussão. "No ano que vem se discute essa PEC (proposta de emenda constitucional)", disse Marquezelli.
A votação do reajuste salarial será feita sob o comando do deputado Marco Maia (PT-RS). Atual vice-presidente da Câmara, Maia assumirá o posto como titular com a renúncia de Michel Temer (PMDB-SP), vice-presidente eleito, cuja diplomação está marcada para o dia 17, próxima sexta-feira. Maia disputa na bancada do PT a indicação para a presidência da Casa no próximo biênio - 1.º de fevereiro de 2011 a 31 de janeiro de 2013.
A aprovação do aumento salarial agrada aos deputados, que reclamam da falta de reajuste nos últimos anos, e serve de bandeira para os candidatos à presidência da Casa. Em 2007, os parlamentares reajustaram seus salários em 28,5% - repondo a inflação acumulada de quatro anos.
fonte: Estadão
Gostou? Não? Comente!
Pára e pensa.

Pára e pensa: a realidade do dinheiro
O dinheiro é hoje essencialmente virtual. Tem por realidade uma sequência de 0 e 1 nos computadores dos bancos. A maior parte do comércio mundial tem lugar sem papel-moeda, apenas 10% das transacções financeiras diárias correspondem a trocas económicas no “mundo real”. Os mercados financeiros constituem um sistema próprio de criação de dinheiro virtual, de lucro não baseado em criação de riquezas reais. Graças ao jogo dos mercados financeiros (que permite transformar em benefícios as oscilações das tendências), os cuidadosos investidores podem ser declarados mais ricos por uma simples circulação de electrões em computadores. Esta criação de dinheiro sem criação de riquezas económicas correspondentes é textualmente a definição da criação artificial de moeda que a lei proibe aos falsificadores e que a ortodoxia económica liberal proibe aos estados. É por conseguinte possível e legal para um número restrito de beneficiários. Para compreender o que é realmente o dinheiro e para que serve, invertemos o proverbial “tempo é dinheiro” para dinheiro é tempo. Dinheiro é o tempo. O que permite comprar o tempo do outro, o tempo necessário para produzir os produtos ou serviços que consumimos. Dinheiro sem a correspondente criação de riqueza (tempo) é falso.
Pára e pensa: os atributos do poder
As organizações multinacionais privadas dotam-se progressivamente dos atributos do poder dos estados: redes de comunicação, satélites, serviços de informações, ficheiros sobre os indivíduos, instituições judiciais. A etapa seguinte e final para estas organizações será obter a parte do poder militar e policial correspondente à sua nova potência, criando as suas próprias forças armadas porque os exércitos e polícias nacionais não são adaptados à defesa dos seus interesses no mundo. A prazo os exércitos são chamados a tornarem-se empresas privadas, prestadores de serviços a trabalhar sob contrato com os estados, ou não importa qual cliente privado capaz de pagar os seus serviços. Na etapa derradeira deste plano, os exércitos privados servirão os interesses das grandes multinacionais e atacarão os estados que não se dobrarem às regras da nova ordem económica. Em antecipação, este papel é assumido pelo exército dos Estados Unidos, o país melhor controlado pelas multinacionais.
Pára e pensa: estratégias e objectivos para o controlo do mundo
Os responsáveis do poder económico são quase todos do mesmo mundo, dos mesmos meios sociais. Conhecem-se, encontram-se, compartilham as mesmas visões e os mesmos interesses. Por conseguinte compartilham naturalmente a mesma visão do futuro ideal do mundo. Portanto é natural que atribuam a si próprios uma estratégia que sintonise as suas acções respectivas para objectivos comuns, induzindo situações económicas favoráveis à realização dos seus objectivos, nomeadamente:
Pára e pensa: a informação desapareceu
Desde o início dos anos 90, a informação desapareceu progressivamente dos meios de comunicação social destinados ao grande-público. Os noticiários emitidos pela televisão continuam a existir mas foram esvaziados de conteúdo. Um jornal emitido por televisão contém no máximo 2 a 3 minutos de informação verdadeira. O resto é constituído de assuntos ” magazine”, de reportagens anedóticas, factos diversos, curiosidades e reality-shows sobre a vida diária. As análises de jornalistas especializados, bem como as emissões de informação quase foi totalmente eliminada. A informação reduz-se doravante à imprensa escrita lida por uma minoria de pessoas. O desaparecimento da informação é o sinal tangível que o nosso regime político alterou de natureza.
Pára e pensa: a ilusão da democracia
A democracia já deixou de ser uma realidade. Os responsáveis das organizações que exercem o poder real não são eleitos e o público não é informado das suas decisões. A margem da acção dos estados é cada vez mais reduzida por acordos económicos internacionais sem que os cidadãos sejam consultados ou informados. Todos os tratados elaborados nestes cinco últimos anos (GATT, OMC, AMIGO, NTM, NAFTA) visam um objectivo único: a transferência do poder dos estados para organizações não eleitas num processo chamado ” globalização”. Note-se que proclamar a suspensão da democracia provocaria uma revolução, assim foi decidido manter uma democracia de fachada e paralelamente deslocar o poder real para novos centros. Os cidadãos continuam a votar, mas o seu voto foi esvaziado de qualquer conteúdo. Votamos por responsáveis sem poder real algum, como tal não há diferença alguma entre um programa político de “esquerda” ou de “direita”. Para resumir, nós não podemos escolher o prato mas podemos escolher o molho. O prato chama-se “nova escravatura” com molho de direita apimentada ou molho de esquerda agridoce.
Pára e pensa: a anatomia do Poder
Os verdadeiros mestres do mundo não são mais os governos, mas os líderes dos grupos multinacionais financeiros ou industriais e das opacas instituições internacionais (FMI, Banco Mundial, OCDE, OMC, bancos centrais). Ora estes líderes não são eleitos apesar do impacto das suas decisões sobre a vida das populações. O poder destas organizações exerce-se à dimensão planetária, enquanto que o poder dos estados é limitado à dimensão nacional. Além disso, o peso das sociedades multinacionais nos fluxos financeiros há muito excedeu o dos estados, são também as principais fontes de financiamento dos partidos políticos de todas as tendências e na maior parte dos países, estas organizações estão de facto acima das leis e do poder político, acima da democracia.
Visitas
Seja um Parceiro!
About Me
Postagens + populares de todos os tempos
-
Em 1990 , Steve Jackson, inventor de RPGs, estava planejando seu mais novo jogo, que chamaria de " Illuminati: A Nova Ordem Mundial ...
-
Aqui eu selecionei alguns trechos do livro "O Anticristo Ensaio de uma Crítica do Cristianismo Friedrich Wilhelm Nietzsche" III O ...
-
Trechos do stand-up show "Politicamente Incorreto" do humorista Danilo Gentili. Vale a pena ver e rir.... ou chorar porque ele diz...
Postagens + populares do mês
-
Em 1990 , Steve Jackson, inventor de RPGs, estava planejando seu mais novo jogo, que chamaria de " Illuminati: A Nova Ordem Mundial ...
-
Vários autores | 19 Fevereiro 2011 Na "Carta aberta aos deputados e senadores dos EUA: A VERDADE SOBRE A MUDANÇA CLIMÁTICA", geo...
-
Trechos do stand-up show "Politicamente Incorreto" do humorista Danilo Gentili. Vale a pena ver e rir.... ou chorar porque ele diz...
Postagens + populares da semana
-
A presidente Dilma Rousseff se vacinou nesta segunda-feira (25), no Palácio do Planalto, contra a gripe. No primeiro dia da campanha de ...
-
O Governador Arnold Schwarzenegger vai reunir nesta sexta-feira uma multidão de homens ricos e poderosos nas sequóias imponentes de Bohemia...
-
+ + + + Tente ver os 13:38 que se seguem nesse belíssimo clipe: Começará a florescer em sua alma um sentido de humor, de alegria, ...
-
LONDRES e LISBOA- Oito de 90 bancos europeus analisados pela Autoridade Bancária Europeia em 21 países não passaram no chamado teste de e...
-
Lula assina lei sem ler para a implantação de um regime autoritário, com redução do papel do Congresso. A nova lei que o Presidente Lula as...
